Se, ao cair, a criança bate o joelho, a mãe sente um tremor involuntário. Há uma explicação plausível para o talento materno no compartilhamento da dor com sua cria. Tania Singer, do University College de Londres, "maltratou" 16 jovens casais com leves impulsos elétricos. Enquanto os casais recebiam pequenos choques na mão, alternadamente, Tania media num tumógrafo a atividade nos cérebros femininos.
A simples observação do sofrimento da pessoa amada ativava no cérebro feminino as mesma áreas de percepção quando elas mesmas sentiam as dores. Apenas as regiões do cérebro que auxiliam na avaliação e da instensidade do estímulo permanecem inativas durante a observação.
Pois é querido leitor, a compaixão feminina também não vai tão longe assim! E a masculina? Bem, a esse respeito eu me calo.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Coisas de Mulher
O universo feminino tanto intriga quanto confunde, qualquer um que procure respostas objetivas – é multifacetado, atraente e, não raro, doloroso.
O tormento de ser mulher aparece nos incômodos da famosa TPM (tensão pré-menstrual), que feito catástrofe da natureza passa a cada mês pela vida de cada uma de nós comprometendo nossa auto-estima, desgastando relacionamentos, e destruindo promessas. Revela-se na compulsão ou no repúdio pelo alimento, distúrbios tão “femininos”, que a primeira vista parecem se contrapor à idéia da mulher por excelência.
A dor surge também na propensão à depressões e nos sofrimentos marcados pela culpa. Na batalha diária de dar conta de demandas (profissional, afetiva, sexual, entre outras) para as quais nem sempre se está pronta.
Mas há também as delícias do ser mulher – possibilidades únicas de prazer e realização; a experiência arrebatadora da maternidade; além de maneias (insuspeitas para os homens) de desfrutar sua própria inteligência, sensualidade e capacidade empática.
Felizmente, em meio a atravessamentos da cultura, tempestades de hormônios, variações bioquímicas, transformações físicas e emocionais específicas da adolescência, gravidez e menopausa, inusitadas facetas da sexualidade, faltas, buscas, desejos nem sempre desvendados, dúvidas, altas doses de insegurança, adoráveis habilidades e inevitáveis tropeços ainda há espaço para adentrar a delicadeza. E, quem sabe, um dia, apostar em recomeços e revoluções.
O psiquismo feminino intrigou e confundiu até mesmo Sigmund Freud, que chegou a confessar, no fim da vida, que a mulher é um mistério para ele.
Se Freud, o criador da psicanálise, não conseguiu explicar os mistérios femininos quem sou eu para fazê-lo? Explicar o ser mulher é difícil, mas prometo que vou tentar.
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